Tratamento com Terapia Cognitivo Comportamental- Andréia Coliath

Não basta olhar e ouvir o paciente é preciso construir em parceria (terapeuta-paciente) soluções criativas para
suas necessidades. Aaron Beck.


flor

Nos anos 60, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) surgiu com Aaron Beck, Ellis e outros, que estavam insatisfeitos com as explicações psicodinâmicas sobre a depressão. Beck é o principal articulador da TCC. O modelo teórico da TCC parte do princípio que as pessoas desenvolvem e mantém crenças sobre si e sobre a vida, por vezes distorcidas, e agem em função delas. Crenças são pensamentos sobre si mesmo, sobre os outros, sobre o mundo, a vida e o futuro. Para Beck, levamos nossa vida de acordo com nossas crenças e são elas que estarão por trás de nossas vitórias e problemas. Conhecê-las é, portanto, uma parte indispensável no processo de capacitação emocional e auto-conhecimento. A TCC procura conhecer quais são as crenças disfuncionais do cliente, e concilia técnicas de mudança de técnicas comportamentais.

Para Beck, as técnicas comportamentais podem ser agregadas a TCC para mudar comportamentos, e também, para extrair cognições associadas a comportamentos específicos. As técnicas cognitivas, em complemento, são eficientes para corrigir a tendência a fazer interpretações incorretas referentes a eventos específicos. O modelo cognitivo propõe que os transtornos psicológicos decorrem de um modo distorcido ou disfuncional de perceber os acontecimentos, influenciando o afeto e o comportamento.


A TCC busca produzir mudanças no pensamento e no sistema de crenças do cliente, com o propósito de promover mudanças emocionais e estabelecer comportamentos duradouros. (Beck,  1993)

“As crenças que temos sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre o futuro, determinam o modo como nos sentimos. O que e como as pessoas pensam, afeta profundamente o seu bem estar emocional. “Aaron T. Beck